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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Heroforge 2

Em uma semana eu fiz 50 BONECRINHOS. Se eu imprimisse todos eles, fazendo as contas... sairia mais de 3 mil barão.🤣🤣🤣🤣

Enfim, vou imprimir o meu atual pra jogar na mesa, e talvez mais adiante alguns 2 ou 3 dos antigos.


 

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Heroforge

Eu tô MUITO VICIADO no Heroforge.

Eu nunca tinha usado antes porque meu notebook antigo era um ábaco e minha internet antiga era a lenha, e eu achava que ia ser muito lento e pesado. Enfim, agora eu já tenho um notebook e uma internet decentes.

Fiz meus personagens passados de D&D, meus mais memoráveis de Storyteller e outros sistemas. E até de mmorpgs. Estou colocando as imagens nos posts antigos.


quarta-feira, 23 de março de 2022

ABISMO INFINITO 1/2 - Ramirez


Abismo Infinito é um jogo genial criado pelo brasileiro John Bogéa. Ele também é autor dos igualmente geniais Terra Devastada (sobre zumbis) e Uma Cerveja Antes do Fim do Mundo (pra jogar bebendo cerveja num bar).

O Abismo Infinito tem elementos da literatura e do cinema, de horror e ficção científica. 

Os personagens acordam, depois da hibernação criogênica, numa nave prestes a chegar no seu destino: um planeta longínquo. O que eles vão encontrar lá? Um xenomorfo assassino? Um vírus? Um "deus astronauta"/arquiteto que colonizou a terra e criou a espécie humana? Uma entidade transdimensional tentacular vinda de um abismo além da compreensão cujo mero vislumbre a mente humana não é capaz de suportar? 

E, além disso, os personagens tem que lidar com coisas menos extraterrenas como: os desígnios da Iniciativa Cronos que enviou a nave; as relações pessoais entre os tripulantes; a interação com os andróides e a inteligência artificial da nave; e uma possível doença mental causada por falhas nas capsulas criogênicas. Nem tudo o que os personagens estão experimentando pode ser real.

Escolhi um personagem Criptólogo chamado Ramirez, que pesquisa sobre culturas e alfabetos de civilizações antigas, tentando provar teorias de colonização alienígena. Ele tem um esposo cientista e uma irmã, que ficaram na Terra. Seu objetivo é, com o dinheiro recebido quando voltar da missão, comprar uma casa para os três viverem juntos.


Imagem 1: Wilson Cruz como Dr. Culber em Star Trek Discovery
Imagem 2: capa de Abismo Infinito

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EDIT: Recentemente, fiz uma versão do Ramirez no Heroforge:
 

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sexta-feira, 18 de março de 2022

ESSE CORPO MORTAL 1/2 - Julia

Esse Corpo Mortal é um jogo um pouco diferente dos RPGs que a gente tá acostumado, ele é uma narrativa compartilhada, tanto é que o narrador... não se chama assim, aqui ele é o Moderador. Não vou entrar nos pormenores das regras, vou apenas dar um panorama geral.

🔶 OS PAPEIZINHOS: No Esse Corpo Mortal não se usa dados. A gente ganha uns papeizinhos com uns desenhinhos neles (desenhos diferentes com funções diferentes). Isso por que o nosso Moderador imprimiu esses papeizinhos. Se a gente tivesse fichas de plástico coloridas, seriam fichinhas de plasticozinhos coloridinhas, ok? A gente então usa esses papeizinhos pra: criar cenas, entrar na cena dos outros, fazer ações, inventar superpoderes, inserir elementos na história. Mas os papeizinhos são limitados, alguns a gente usa e ganha de volta, outros não voltam mais. Então a gente tem que pensar MUITO BEM antes de usar.

Eu também tinha falado que era uma narrativa compartilhada, né? E que o narrador se chamava Moderador, né? Então às vezes o Moderador começava uma cena: "vocês estão na delegacia de polícia e...". Às vezes um dos jogadores gastava um papelzinho pra começar uma cena: "eu vou no apê do suspeito pra interrogar ele". E os outros jogadores também podem gastar seus papeizinhos e entrar na cena criada pelo colega: "eu chego na porta da casa do suspeito pra tentar te impedir de esmurrar a cara dele". O resultado é que a história fica tipo um filme ou série onde todos são roteiristas, se alternando e se inserindo no roteiro do outro (ajudando e/ou atrapalhando os objetivos dos coleguinhas). E o resultado é ainda mais imprevisível do que a gente tá acostumado. O narr... digo, Moderador não tem como bolar um plano muito rígido.

Pra resolver as ações (tipo na na hora de dar um soco ou usar um poder) a gente aposta escondido quantos papeizinhos (e não dados) a gente vai investir na jogada. Depois revela, faz as contas e descobre quem ganhou.

🔶 O MUNDO: O sistema lida com magia. Nós decidimos que a nossa história seria de ficção científica, logo nossa magia virou tecnologia. Também em conjunto fomos construindo o mundo: um Brasil cyberpunk e pós apocalíptico. Porto Alegre e São Paulo se conurbaram numa gigantesca cidade. O pampa e região das Missões se tornaram um deserto, devido a algum cataclisma indefinido. Quem era rico podia pagar por implantes cibernéticos, quem era pobre usava peças mecânicas toscas improvisadas. E a Corporação controlava tudo.

No meio do jogo a gente ainda gastou mais uns papeizinhos pra adicionar outras coisas no mundo: nas ruínas dos Sete Povos das Missões viviam os párias que não se encaixavam nessa sociedade "perfeita".
 

Imagem 1: eu não sei
Imagem 2: capa do Esse Corpo Mortal
Imagem 3: cena de Akira (1988) dir. Katsuhiro Ôtomo
 
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EDIT: Recentemente fiz uma versão do Julia no Heroforge:
 

quinta-feira, 10 de março de 2022

DÉLOYAL 1/2 - Simone

Déloyal é um jogo bem diferente e maravilhoso, criado por brasileiros. A gente joga fazendo parte de uma Resistência contra uma força opressora. E o grupo pode construir o cenário!

A gente decidiu em conjunto que a história se passaria num país fictício, numa época equivalente aos anos 70 (a gente jogou ouvindo Tropicália).

Esse país estava sob uma ditadura militar e um havia um departamento do governo responsável pela ordem política e social. Em outras palavras, eram os agentes torturadores.

Nossos personagens formavam uma célula revolucionária. Antes do golpe militar Simone era uma mecenas das artes plásticas, até que eles sequestraram sua namorada, uma cantora que fazia músicas de protesto. Ela nunca mais foi vista, com certeza foi torturada e morta. Simone tinha até hoje pesadelos com a cena da abdução. O único detalhe reconhecível no agente que levou sua amada foi uma cicatriz circular nas costas da mão. Agora, ela era uma guerrilheira.

O governo tinha recentemente declarado que a arte contemporânea era degenerada, e muitos quadros foram retirados do museu da cidade. Nosso objetivo era recuperar esses quadros do depósito e sequestrar um político importante que iria aparecer na noite de uma vernissagem. Para isso, nós precisaríamos de uma distração: um protesto na frente do museu. E para o protesto dar certo, precisaríamos convencer o diretório acadêmico e um grupo de anarquistas a nos ajudar.

Não vou entrar nos pormenores das regras, mas essas etapas do plano que eu acabei de descrever são parte do sistema de jogo. É necessário ser bem sucedido parcial ou totalmente nas etapas pra descobrir se, no final, os personagens vão conseguir ou não atingir o objetivo final.

Foi uma one-shot de espionagem, perseguições, troca de tiros, disfarçes, discussões ideológicas, sabotagem.


Imagem 1: capa da revista Canoe
Imagem 2: capa do LP tropicália (1968)
Imagem 3: capa do LP Caetano Veloso (1968)

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Edit: Recentemente fiz uma versão da Simone no Heroforge:
 

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NUMENERA & THE POOL 1/2 - Khajiit


Numenera tem um cenário maravilhoso. É um mundo que já passou por tantos apocalipses que não dá mais pra saber que ano é. A sociedade regrediu, as pessoas usam carroças. Mas pedaços de tecnologias sobreviveram: um motor de carro, um computador... ou até mesmo um teletransportador! E as pessoas desse mundo podem até encarar isso como magia! 

O narrador decidiu usar não o sistema de Numenera, mas o sistema A Pilha (The Pool). É um sistema deliciosamente simples (o livrim tem 8 páginas), onde a gente não tem uma baita ficha cheia de habilidades e atributos. A gente tem que colocar umas duas ou três frases. As minhas eram: "charmoso trambiqueiro", "rei das gambiarras" e "aprendeu a se virar nas ruas".

Com charmoso trambiqueiro ele podia tanto seduzir uma pessoa ("oi, docinho") quanto intimidar: "tá vendo aquele grandão ali? [aponta prum cara mal encarado que ele nunca viu na vida], ele é meu broder, se tu te meter comigo ele vai acabar contigo". Com aprendeu a se virar nas ruas ele podia tanto correr, pular um muro quando brigar (briga suja, jogar areia no olho, chutar o saco). Com rei das gambiarras, ele podia abrir um cadeado, um portão eletrônico ou fazer funcionar um computador alienígena.

Então, meu personagem se chamava Khajiit, era um charmoso trambiqueiro e rei das gambiarras que aprendeu a se virar nas ruas. Falava sobre si na terceira pessoa "a mercadoria de Khajiit tá rolando pelo penhasco!". E o visual foi inspirado no gostoso do Bodhi Rook.

Um diálogo da mesa (foi uma one-shot (ou talvez uma two-shots)):

- Khajiit precisava daquela mercadoria, Khajiit tem filhos pra alimentar...
- Vai te fudê ô Khajiit, tu não tem filho que eu sei!
- Mas... Khajiit poderia ter filhos! Khajiit tem que ir juntando dinheiro desde agora!



Imagens: Riz Ahmed como Bodhi Rook em Rogue One (2016), dir.Gareth Edwards.
 
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EDIT: Uma versão do  Khajiit, no Heroforge:


 

quarta-feira, 9 de março de 2022

D&D 6/6 - Thikk Him'bo

Thikk, do clã Him'bo, é um meio-orc bárbaro.

Características:
🔸digamos que ele não é exatamente conhecido pelos seus dotes intelectuais;
🔸ele procura ser altruísta, mas sua ajuda as vezes é um pouco atrapalhada;
🔸tem um bom coração e tenta fazer o certo;
🔸costuma desenvolver paixões platônicas por guerreiros grandalhões e tubarões vagamente hominídeos com hálito de lixo tóxico, mas até agora não teve iniciativa de abordar nenhum deles;

História:
🔸quando era bebê, seus pais foram mortos por um monstro;
🔸foi encontrado e adotado por lobos;
🔸quando criança, sua alcatéia foi morta por... outros monstros;
🔸foi encontrado e adotado por uma tribo de bárbaros humanos;
🔸quando adolescente sua tribo foi dizimada... por mais monstros!
🔸dessa vez ele tinha idade suficiente para massacrar esses últimos monstros;
🔸decidiu sair pelo mundo a ajudar os necessitados... e matar monstros;


Imagem: eu que fiz

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EDIT: Thicc no Heroforge:

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D&D 5/6 - Feusag

Eu lembro pouco desse bardo, joguei muito poucas sessões com ele.

Feusag ➡️ e seu melhor amigo ⬇️, quando adolescentes, saíram de seu vilarejo para estudar na Escola de Bardos. Feusag era apaixonado pelo amigo (não me lembro o nome, mas decidi chamar agora de Hughard), mas nunca teve coragem de dizer.

Quando finalmente se formaram, ambos rumaram para direções completamente diferentes, mas Feusag ainda pensa nele.

Eu lembro que tinha alguma coisa relativa a um pergaminho misterioso encontrado numa biblioteca com símbolos estranhos e uma missão pra encontrar uns artefatos mágicos. Talvez tenha sido esse o motivo da separação, cada um foi numa direção procurar um objeto pra se reunirem num futuro.

 

(não, eu não assisti essa série, não sei se rola um ship, mas eu achei os dois atores umas delicinhas)

Imagens: Santiago Cabrera e Tom Burke como Aramis e Porthos, da série The Musketters (2014-1016), BBC.

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EDIT: Feusag no Heroforge:

EDIT 2: Agora o Hughard:


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D&D 4/6 - Koinur

Essa crônica se passava em Zendikar, um mundo de Magic The Gathering. Nossos personagens eram planeswalkers.

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Koinur é um Kor, monge e planeswalker. Sua missão, juntamente com seu amigo, um guerreiro, era explorar outros planos e encontrar locais seguros para sua tribo. Koinur e ele tinham um caso, e eles aproveitavam a solidão das viagens para ficarem a sós, o que não seria possível na tribo, pois o amigo era casado.

Mas, agora que sua filha nasceu, o amigo lhe disse que planejava se assentar em um local. Koinur fica arrasado e eles então combinam de fazer uma derradeira viagem de exploração juntos.

Tragicamente são atacados por Eldrazi e seu amigo é mortalmente ferido. Antes de morrer, ele faz com que Koinur prometa que irá zelar pela sua esposa e filha.


Imagem: Kieran Yanner

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EDIT: Koinur no Heroforge:


 
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D&D 3/6 - Finiadraug


Vin Diesel em The Last Witch Hunter
(2015), dir. Breck Eisner.

Finiadraug, que significa "lobo astuto" em alguma língua que o Tolkien inventou mas agora eu não lembro qual, é um humano ranger. Os amigos o chamam de "Fini".

Seus verdadeiros pais foram mortos por goblins quando ele era criança. Um humano (Falathorn), um anão (Sarnur) e um elfo (Celondim), que formavam um trisal, o resgataram e o adotaram. Eles eram líderes de uma escola muitrracial de rangers e o treinaram.

20 anos depois, Falathorn é morto durante um ataque de orcs. Sem conseguir lidar com o luto, Sarnur e Celondim acabam se separando, dividindo o bando de rangers em dois. Fini então decide se aventurar pelo mundo.

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EDIT: Fini no Heroforge:

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D&D 2/6 - Uru

 

Uru foi aquele caso de um personagem pra um one-shot... onde eu fiz um histórico imenso e hiper detalhado. 🤡 Quem nunca?


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Uru, um meio-orc, era um escravo dos drows no subterrâneo. Minerando nos túneis, ele encontra uma estatueta de um bebê vermelho que sussurra pra ele. Ela lhe dá dicas que lhe permite inciar um delizamento para poder fugir.

Chegando em uma cidade, Uru acaba se prostituindo para sobreviver. Um warlock de mais de 100 anos de idade lhe oferece muito dinheiro para ele ser seu servo pessoal. A estatueta surrura que ele deveria aceitar. O meio-orc acaba aceitando. Melhor cozinhar, varrer e ocasionalmente prestar serviços sexuais com um único cliente, ainda que seja um velho decrépito, e morar numa torre luxuosa do que continuar naquelas ruas imundas.

Uma noite, um dos rituais do velho bruxo dá errado e ele é possuído por um Grande Antigo. A estatueta sussura para Uru destruir um objeto, que é a fonte de entrada da entidade nesse plano. Assim ele o faz, o ser é expulso e o corpo já vazio do velho se desfaz em pó.

Só então a estatueta revela o que ela é: um Corruptor. Como recompensa por ter frustrado os planos do seu rival, o Grande Antigo,  seu patrono lhe oferece um pacto: Uru se tornará um warlock, mas quando matar qualquer oponente, ele precisa cortar o pescoço das vítimas com uma adaga, para enviar suas almas a seu novo senhor.



Imagem 1: IsandirBG
Imagem 2: Born Again - Black Sabbath (1983)


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EDIT: Uru no Heroforge:


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D&D 1/6 - Pogg

Pogg é um anão... psiônico. Não sei o que o DM tinha na cabeça pra permitir isso, nem o que tinha na minha pra aceitar. Mas eu gostei de fazer a história do personagem.

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Pogg acorda numa dungeon. Nu. Sem memória. Está numa sala circular, na frente do que parece ser um altar com um símbolo estranho. Esqueletos de anões estão espalhados pelo chão, que pereceram aparentemente há séculos. Assustado, Pogg veste pedaços de uma armadura de um dos esqueletos que lhe serve, um machado  e foge dali.

Durante alguns dias sobrevive na floresta da caça de pequenos animais. Até que passa por uma estrada onde vê um outro anão, caixeiro viajante, em sua carroça, sendo atacado por criminosos. Pogg mata os assaltantes, e descobre que têm um poder incomum: ele pode se tornar espectral por uns instantes, transparente como um fantasma, e não ser atingido.

Em troca o caixeiro lhe convida a viajar com ele e se hospedar em sua casa. Pogg conta a ele o seu segredo e o viajante tem a idéia de mentir que seu salvador é um primo distante.

Eventualmente, morando juntos, os dois anões se apaixonam e mantém sua relação em segredo. Até que, um dia, Pogg chega em casa e descobre que seu amante foi sequestrado por inimigos misteriosos, que deixaram apenas um retalho de tecido... e o mesmo símbolo estranho que estava naquele altar.

Imagem 1: Daarken.
Imagem 2: Matrix 2

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EDIT: Aqui tá o Pogg que eu fiz no Heroforge:



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sábado, 5 de março de 2022

A cruzada dos amantes 1/7: O nascimento do Urso

Esse personagem tem bastante o que falar, provavelmente eu vou dividir o post em partes. A crônica era de Mago A Cruzada dos Feiticeiros e se passava em Portugal, em meados de 1300. E temática era "amores impossíveis".

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Urkayin "o Urso" nasceu numa tribo Nivkh, um povo indígena originário do norte da ilha de Sakhalin, que hoje é parte da Rússia. Seu pai foi um diplomata e cartógrafo de Moscóvia, enviado a essa região. Sua mãe uma bruxa da tribo. O cartógrafo ficou isolado pela neve e teve que se abrigar na tribo. Ele e a bruxa acabaram se apaixonando e conceberam um filho. Quando a neve cedeu, ele precisou voltar à capital, mas deu à sua amada um medalhão e prometeu que retornaria em um ano. Mas nunca mais voltou.

Na infância Urkayin (que significa "noite"), foi tratado com distância pelo povo da tribo, pois ele era meio moscovita. A única coisa que lhe salvou dos maus tratos é que os aldeões tinham medo do poder de sua mãe (uma Feiticeira Estática). Ele aprendeu a caçar com arco e a tocar instrumentos de cordas.

Quando ele tinha 20 anos sua mãe faleceu. Como não tinha mais nenhum laço o prendendo à tribo que sempre o havia rejeitado, decidiu partir para Moscovo procurar seu pai.

Imagem: man in a buffalo robe
 

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EDIT: Uma versão do Urkayin, no Heroforge:
 

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Porto Alegre until paradox - 3/4: Renan

 

Renan é um Eutanatos que atuou em Porto Alegre em meados de 2015.

Dono de um pequeno antiquário na rua Floriano, especializado em LPs e coisas exóticas.

É gay, gosta de rock e de destilados.

Nasceu em uma cidade do interior. Não conheceu seus pais e foi criado por tios. Antes mesmo dos 18 anos veio para a capital pra fugir da homofobia da sua cidade natal.  Trabalhou em mil bicos, de prostituição a carrocinha de cachorro quente.

Uma noite foi esfaqueado por um traficante. Sua alma se desprendeu do corpo e viajou pela Umbra Baixa. O seu Avatar (um homem idoso com uma venda nos olhos e botões costurados na venda) o trouxe de volta. Quando acordou, um senhor, seu futuro mentor Eutanatos, o havia resgatado e cuidado de suas feridas.

Treinou tiro e arremesso de facas com os Cavaleiros de Radamantis e trabalha como assassino contratado para sua Tradição.

Anos depois namorou um Mago Eutanatos, mas este se revelou um Nefandus. Os líderes da Tradição, desonfiando que Renan poderia ser um cúmplice, o ordenaram a caçar e executar o traidor.

Renan seguiu seu ex até a ponte do Guaíba numa noite de chuva, o atingiu com uma adaga no peito, o corpo caiu no rio, mas nunca foi encontrado.

Eventualmente se uniu a uma Cabala com um Cultista, um Orador dos Sonhos, uma Adepta da Virtualidade e um Verbena, substituindo o falecido membro Eterita.

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Dados:
Natureza: Sobrevivente. 
Comportamento:
Excêntrico.
Esferas: Entropia 3 (foco: estalar os dedos), Primórdio 3.
Arete:
3
Avatar: David Bowie no clipe Lazarus. Essência: Investigadora.
Defeito: segredo sombrio (ex namorado boy lixo Nefandus)

Dica de interpretação: parece estar sempre de ressaca


Imagem 1: eu não sei
Imagem 2: David Bowie no clipe Lazarus

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EDIT: Renan, no Heroforge:


Porto Alegre until paradox - 1/4: Dimitri

Dimitri foi um Eterita que atuou em Porto Alegre em meados de 2015.

Seus pais faleceram num acidente quando ele era pequeno. Herdou a fortuna da família, uma mansão e uma fábrica de componentes eletrônicos. Foi criado pelo seu tutor, o mordomo Albert. Desde criança mostrou ser um gênio científico. Na adolescência, após levar um choque em um de seus experimentos, entrou em contato com seu Avatar: o fantasma de Nikola Telsla. Em seguida foi recebido entre os Eteritas.

Sua pesquisa científica girava em torno de estabelecer contato com fantasmas através do eletromagnetismo e de fazer uma ponte entre o paradigma científico e o paradigma místiko, pois sua mais profunda esperança era entrar em contato novamente com seus pais (basicamente ele era um Bruce Wayne com a tecnologia dos caça-fantasmas).

Adolescente, gay no armário, gordim e disfêmico.


 Matt Zeilinger

Eventualmente participou de uma Cabala juntamente com um Cultista, um Orador dos Sonhos, uma Adepta da Virtualidade e um Verbena. Numa batalha contra Agentes e HITmarks da Tecnocracia numa central elétrica da CEEE na avenida Ipiranga, ele foi abatido pelo Paradoxo, possibilitando seus companheiros de fugirem em segurança em meio as explosões. O Cultista ainda foi capaz de retroceder o tempo por alguns turnos e avisar Dimitri de seu destino, mas o jovem Eterita preferiu se sacrificar para salvar os amigos.

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Dados:
Natureza: Visionário. Comportamento: Arquiteto.
Esferas: Forças 2 (foco: luva de prótons), Espírito 2 (detector ectoplásmico), Primórdio 2 (harness elétrico), Matéria 1 (óculos de éter).
Arete:
3
Avatar: Nikola Tesla. Essência: Investigadora.
Eco: eletricidade estática ao redor do seu corpo

Dica de interpretação: tímido, gago.

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EDIT: Dimitri, no Heroforge:

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A lenda da ilha de Delstridge - 1/2: Diarmuid

Esse personagem foi feito para uma crônica de Mago A Cruzada dos Feiticeiros, que se passa durante a Renascença

Diarmuid foi um Verbenae que atuou em Delstridge (ilha fictícia ao norte da Escócia) em meados do ano 900 e posteriormente em 1200, ambos da Era Comum.

Em 900, igrejas cristãs organizaram ataques a vilarejos onde as religiões antigas ainda eram cultuadas, chacinando dezenas de famílias de camponeses. Em represália, uma cabala de Verbenae, incluindo Diarmuid e sua mentora, executaram cristãos. Cegos pela ira, eles assassinaram não só os responsáveis (padres, soldados e aldeões), mas também crianças. Enquanto Diarmuid dançava sobre o sangue derramado, sua mentora invocava o Grande Dragão. Mas o que se materializou foi um verme pútrido, uma manifestação da Wyrm Corruptora. Nesse momento, ele percebeu que sua mentora era uma Nefandus e ele tinha participado por livre e espontânea vontade de atos imperdoáveis. Quando ele reportou aos anciãos e anciãs da Tradição, eles lhe deram uma única saída: caçar ele mesmo sua ex-mentora para purificar seus próprios pecados.


John Howe

Diarmuid segue a decaída até uma caverna labiríntica. Quando ele emerge, descobre que o ano é 1200. Sem contar seu segredo sombrio, ele forma uma cabala com outra Verbenae e um membro do Chœur Céleste. Enquanto o grupo pesquisa objetos mágikos que supostamente deveriam proteger a ilha, Diarmuid secretamente procura sua nêmesis. Ela acaba se tornando uma antagonista recorrente.

Eventualmente um dos objetos mágikos é acidentalmente quebrado pelos membros da Cabala e a ilha começa a submergir. Descobre-se então que a ilha de Delstridge havia sido criada magikamente eras atrás e os objetos em conjunto eram responsáveis pela estabilidade tectônica. Os três magos fogem numa balsa, mas antes eles vêem a Nefandus com uma expressão amarga ajudando a destruição acontecer.

Chegando numa praia na Escócia, os três companheiros derrotados e envergonhados se escondem na floresta e evitam encontrar outros Despertos até o fim de suas vidas. Raramente se aproximavam da praia pois, mesmo após décadas, o vento ainda lhes trazia os gritos do povo de Delstrige morrendo. E Diarmuid ainda ouvia a voz de sua ex-mentora sussurrando seu nome.

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Dados:
Natureza: Tradicionalista. Comportamento: Sábio.
Esferas: Forças 3 (foco: invocação gestual), Vida 2 (cajado), Primórdio 2 (invocação verbal).
Arete:
3
Avatar: Cernunnos Essência: Primordial.
Defeito: segredo sombrio

Dica de interpretação: extremamente calado, esconde informações dos outros.

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EDIT: Uma versão do Diarmuid, no Heroforge:

 

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sexta-feira, 4 de março de 2022

As crônicas de Barcelona - 2/3: Prof. Zambrano

Prof. Zambrano é um Verbena que atuou em Barcelona em meados de 2010.

É professor de história na Universitat de Barcelona. Seu despertar ocorreu após encontrar no museu um athame de cabo negro e lâmina ondulada. Passou a ver nos espelhos e nos reflexos dos vidros um jovem misterioso de barba e cabelos longos, que lhe dizia coisas enigmáticas.

Juntamente com uma Hermética, um Cultista e um Eutanatos, encontraram uma Capela abandonada no Barri Gotic. Lá ele descobriu uma foto de um dos antigos moradores, e reconheceu seu Avatar como um deles.

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Em algum momento Prof. Zambrano descobre que ele é o próprio Américo! Alguém (espírito, arquimago ou oráculo) por algum motivo ainda desconhecido, mudou as memórias, rosto e até o avatar de Américo, logo após ele retornar a Barcelona em 2007, criando essa nova pessoa, o Prof. Zambrano.

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Dados:
Natureza: Visionário. Comportamento: Sábio.
Esferas: Vida 3 (foco: athame), Mente 2, Primórdio 2.
Arete:
3
Avatar: Américo.
Essência: Primordial. 

Dica de interpretação: Formal e educado. Costuma dizer o óbvio, de forma irônica.

Imagem: Umberto Eco.

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EDIT: Recentemente, fiz uma versão do Prof. Zambrano no Heroforge:
 

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As crônicas de Barcelona - 1/3: Américo

Américo é um Verbena que atuou em Barcelona na virada do milênio.

Dono de um sebo chamado El Bard, nos arredores de La Vila Olímpica del Poblenou. Foi criado por uma tia chamada Ravena. Ela era uma Verbena, mas nunca havia contado a seu sobrinho. Quando ela faleceu lhe deixou uma carta com instruções para encontrar um carvalho ao fim de uma muralha de pedra que divide o campo e a cidade. Américo se recordou que esse era um lugar que havia visitado com sua tia na infância. Chegando lá, entre as raízes da árvore, encontrou uma caixa de madeira enterrada. Quando voltou à cidade abriu a caixa descobrindo um athame de cabo negro e lâmina ondulada. Ele cortou a ponta do dedo e derramou uma gota de sangue na Font Màgica de Montjuïc. A água da fonte se tornou sangue, e saindo da fonte, ele viu seu Avatar: as Três Faces da Deusa (a Donzela, a Mãe e a Anciã).

Junto com um Cultista e um Eterita, descobriram uma Capela abandonada no Barri Gotic e formaram a Cabala dos Aventureiros do Conhecimento, sendo ele o líder. No ano 2000, a Tecnocracia destruiu o Conselho e sua Cabala passou a orientar os recém despertos. Em 2001 ele e seus companheiros conseguiram prender um poderoso demônio numa adaga chamada Pulinaria Cerberus. Nesse momento sua falecida tia surpreendentemente apareceu. Ela havia simulado sua morte e guiado os passos de seu sobrinho à distância. Levando consigo a adaga para um lugar onde ela não pudesse ser encontrada, ela desapareceu e nunca mais foi vista.

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Eventualmente, já casado e com dois filhos, decide abandonar o planeta para viver num Reino do Horizonte com sua família e outros Verbena.

Em meados de 2007 passa a ter sonhos com a antiga Capela em Barcelona e decide visitar a sua cidade natal. Quando ele atravessa o portal, a Película se espessa, a Tempestade de Avatares retorna, e ele se vê impossibilitado de retornar ao Reino onde está sua família. Seu único caminho é visitar a antiga Capela e descobrir a fonte dos sonhos e premonições.

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Dados (antes da viagem umbral):
Natureza: Visionário. Comportamento: Seguidor.
Esferas: Vida 4 (foco: athame), Mente 2, Primórdio 3.
Arete:
4
Avatar: a Deusa em suas três faces (a Donzela, a Mãe e a Anciã).
Essência: Primordial.
Qualidade: sangue de fada. Defeito: maldição (sinos de igreja lhe causam dor).

Dica de interpretação: Inicialmente um seguidor maravilhado, mas ao final um fanático pelas tradições antigas. Quando retorna ao planeta, mais maduro, é um viajante cauteloso.

Imagem: eu que fiz

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EDIT: Recentemente, fiz versões do Américo no Heroforge. Primeiro, ele novinho. Depois ele no seu retorno.
 

 

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quinta-feira, 3 de março de 2022

Três personas - 2/4: Zardoz

 

Zardoz é um Cultista do Êxtase que foi visto no Rio Grande do Sul em meados de 2005. 

Também alcunhado como "Oráculo do Tempo". Não é um Oráculo propriamente dito, mas um Arquimago. Acredita-se que o apelido tenha sido dado por Magos aprendizes da geração imediatamente posterior à derrota da Guerra da Ascensão em 2000. 

Muito elusivo, poucas pessoas tiveram a oportunidade de avistá-lo. Aparentemente sua origem é o Oriente Médio é possível que tenha nascido no século XIX. Sabe-se que, por num período curto, trabalhou como escriba numa Cabala brasileira cujo objetivo era popularizar Grimórios. 

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Dados prováveis:
Natureza: Arquiteto. Comportamento: Visionário.
Esferas: Tempo 8 (foco: queima de ervas psicoativas), Correspondência 5 (círculo de invocação), Primórdio 4 (meditação).
Arete: 8
Avatar: um grupo de anciões, sentados em um círculo.
Essência: Dinâmica.
Eco: ao seu redor se sente aroma de incenso e areia quente e se ouve o som do vento e de um guizo.

Dica de interpretação: educado e misterioso 

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Imagem: ilustração interna do Livro de Tradição do Culto do Êxtase Revisado.

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EDIT: Recentemente fiz uma versão do Zardoz no Heroforge:
 

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Três personas - 1/4: Zabriske

Zabriske é um Cultista do Êxtase que atuou na região de Pelotas (RS) em meados de 2000.

Também conhecido como "". Antes do despertar ele foi um músico e aprendiz de tatuador residente num trailer perto da rodoviária. Segundo algumas fontes, ele seria filho de um tatuador veterano cujo apelido era Paulista (paradeiro desconhecido). Já outras fontes sustentam que ele seria filho de um importante hermético portoalegrense chamado Dr. Dário (falecido) e irmão de um jovem também hermético chamado Fausto, cujo paradeiro também é desconhecido. Zabriske pode ter sido a reencarnação de uma uma Maga chamada Lia que, nos anos 80, foi representante do Culto no Conselho. Ela foi assassinada naquela década pela Tecnocracia num ataque massivo que também tirou a vida de outros Magos. A tragédia resultante acabou dissolvendo o Conselho, que só seria reconstituído na virada do milênio, por uma nova geração de Magos.

Um evento digno de nota é que, nessa região, logo após o ano 2000, ocorreu um "despertar em massa" nunca antes visto: dezenas de magos surgiram em poucos meses. O Conselho das Nove Tradições Místikas da cidade foi reconstruído e Zabriske foi o representante da sua Tradição por um período. Após uma nova onda de ataques tecnocratas, o Conselho foi novamente dissolvido e o paradeiro dos Magos daquela geração até hoje é desconhecido. 

Algumas testemunhas relatam que, nos anos que se seguiram, um Mago cuja descrição bate com a de Zabriske foi avistado fazendo tatuagens (mundanas e mágikas) na região sul do país e frequentando shows e acampamentos como o Festival Psicodália, Pira Rural e Morrostock.

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Dados prováveis:
Natureza: Visionário. Comportamento: Celebrante.
Esferas: Tempo 4, Primódio 4, Mente 3, Vida 2, Matéria 2, Entropia 1. (focos: para cada Esfera uma tatuagem diferente em seu corpo).
Arete: 5
Avatar: sua falecida mãe, com asas de fada.
Essência: Primordial. 

Dica de interpretação: um típico hippie pacifista e idealista

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Imagem: ilustração de capa do Livro das Sombras.

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EDIT: Recentemente fiz uma versão do Zabriske no Heroforge:

 


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