Imagem 1: eu também não sei
Imagem 2: cena de Ghost in the Shell (1995), dir Mamoru Oshii
🔶 OS PAPEIZINHOS: No Esse Corpo Mortal não se usa dados. A gente ganha uns papeizinhos com uns desenhinhos neles (desenhos diferentes com funções diferentes). Isso por que o nosso Moderador imprimiu esses papeizinhos. Se a gente tivesse fichas de plástico coloridas, seriam fichinhas de plasticozinhos coloridinhas, ok? A gente então usa esses papeizinhos pra: criar cenas, entrar na cena dos outros, fazer ações, inventar superpoderes, inserir elementos na história. Mas os papeizinhos são limitados, alguns a gente usa e ganha de volta, outros não voltam mais. Então a gente tem que pensar MUITO BEM antes de usar.Se eu tivesse mais conhecimento e experiência sobre o assunto eu até escreveria um artigo sobre isso. Eu tenho percebido umas tendências nos sistemas de RPGs relacionadas às décadas que foram criados.
🔸D&D é um jogo dos anos 70, derivado de tabletop wargames, e nele há uma ênfase em regras de combate e as fichas são bem complexas. Outros jogos da época seguem esse paradigma. Outro exemplo: GURPS.
🔸Storyteller surgiu nos anos 90, é mais voltado pra interpretação do que para números e a ficha é mais simplificada. Outros jogos dessa época têm vibe semelhante. Outro exemplo: Castelo Falkenstein.
🔸Jogos como Abismo Infinito, Terra Devastada, Numenera, A Pilha (The Pool), Déloyal e Esse Corpo Mortal são todos pós-2000, e têm em comum fichas ainda mais reduzidas. Nem sequer têm uma lista de atributos, o jogador determina palavras ou frases que servem como habilidades.
Eu fui criado com os jogos dos anos 90 e tô amando de descobrir esses jogos pós-2000. É TÃO MAIS GOSTOSO jogar com um sistema simplificado. Dá mais espaço pra se dedicar pra interpretação, conflitos, cenário.