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terça-feira, 8 de março de 2022

CANTIGAS DE AMIGO - MARTIN CODAX

Um pouco antes da crônica de Mago A Cruzada dos Feiticeiros, que se passava em Portugal na Renascença, e cujo tema era "amores impossíveis", eu acabei achando essas três deliciosas Cantigas de Amigo, compostas pelo maravilhoso e misterioso Martin Codax.

QUANTAS SABEDES AMAR AMIGO (Cantiga de Amigo V) - Martín Codax (S. XIII/XIV)


Quantas sabedes amar amigo

treydes comig' a lo mar de Vigo:

E banhar-nos-emos nas ondas! 

Quantas sabedes amar amado
treydes comig' a lo mar levado:
E banhar-nos-emos nas ondas! 

Treydes comig' a lo mar de Vigo
e veeremo' lo meu amigo:
E banhar-nos-emos nas ondas! 

Treydes comig' a lo mar levado
e veeremo' lo meu amado:
E banhar-nos-emos nas ondas!

AY DEUS, SE SAB' ORA MEU AMIGO (Cantiga de Amigo IV) - Martín Codax (S. XIII/XIV)

Ay Deus, se sab' ora meu amigo
com' eu senheyra estou en Vigo!
E vou namorada! 

Ay Deus, se sab' ora meu amado
com' eu en Vigo senheyra manho!
E vou namorada! 

Com' eu senheyra estou en Vigo,
e nulhas gardas non ey comigo!
E vou namorada!

Com' eu en Vigo senheyra manho,
e nulhas gardas migo non trago!
E vou namorada!  

E nulhas gardas non ey comigo,
ergas meus olhos que choran migo!
E vou namorada! 

E nulhas gardas migo non trago
ergas meus olhos que choran ambos!
E vou namorada!

ONDAS DO MAR DE VIGO (Cantiga de Amigo I) - Martín Codax (S. XIII / XIV)


Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo?
E ay Deus, se verrá cedo!  

Ondas do mar levado,
se vistes meu amado?
E ay Deus, se verrá cedo! 

Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro?
E ay Deus, se verrá cedo! 

Se vistes meu amado,
por que ey gran coydado?
E ay Deus, se verrá cedo!

domingo, 6 de março de 2022

A cruzada dos amantes 7/7: a maldição

Quando os Três Deuses foram chamados até o vale, na aurora da manhã seguinte, haviam três cadáveres numa poça de sangue. O casal e mais um homem. Ao que parece alguém do clã do rapaz matou a moça para impedir o casamento e o noivo efetuou sua vingança, mas acabou ferido mortalmente.

Os Três Deuses estavam irados. Mas após algum debate o Deus do Fogo e da Guerra disse "de que adianta puni-los, eles são seres inferiores e vão continuar fazendo o que seres inferiores fazem..." Mas o Deus das Estrelas e da Agricultura: "Eles nos desobedeceram, eles precisam ser punidos, ou os demais não irão mais nos respeitar!" O Deus da Rocha e da Ferramenta sugeriu: "E se lançássemos uma maldição? Todas suas ferramentas irão quebrar a não ser que eles aprendam a respeitar as liberdade de seus semelhantes?"

O narrador lembrou que nós tínhamos domínio total das Esferas que nossos personagens tinham na história principal, mas se não tivéssemos Vida, por exemplo, não poderíamos usá-la. Eu perguntei: "Amor é uma questão de mente... ou espírito?". O narrador: "Boa pergunta! Haha"

E o Deus das Estrelas e Agricultura disse: "Vamos mover cada aldeão para um local diferente do planeta (Correspondência)... e colocar em suas almas (Espírito), o desejo de se reencontrar com sua alma gêmea".O Deus da Rocha e Ferramenta disse: "Vamos rachar o chão para dificultar que eles se encontrem (Matéria)". E o Deus do Fogo e da Guerra disse: "E vamos fazer a lava empurrar os continentes para que eles se afastem (Forças)".


E o narrador terminou dizendo: "e essa foi a lenda de quando os Três Deuses... condenaram a humanidade ao amor."

A gente ficou uns instantes em silêncio. Eu disse: "putaquiparil, o que a gente acabou de fazer?!?!"


Imagem 1: Romeu e Julieta
Imagem 2: Pangea

 

  PS: essa foi outra crônica que não teve finalização.

 

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A cruzada dos amantes 6/7: os deuses

Num determinado momento na história nossos personagens se perderam na Umbra. Encontramos lá um lugar mágiko e... o narrador nos fez voltar no tempo. Nós vivenciamos uma vida passada... talvez até mesmo a nossa primeira encarnação... como Oráculos, ou talvez os Puros!
Nós três (Mestre Celestial, Hermético e Solificati) éramos três deuses, vivendo no topo de uma montanha. Nós eramos deuses... ou Despertos tão poderosos que fomos cultuados como deuses? Antes de responder, pense: tem diferença? De qualquer modo, éramos as divindades que protegiam e ensinavam uma tribo pré-histórica. Ela era chamada de A Primeira Tribo.

O narrador perguntou: "que deuses vocês são?". Eu respondi: "Urkayin é um cartógrafo e usa a esfera da Conexão... ele vai ser o Deus das Estrelas e da Agricultura, e vai ensinar a tribo ler o céu pra plantarem na estação propícia." O jogador que fazia o Hermético disse "Meu personagem é um estudioso que usa Matéria, ele vai ser o Deus da Rocha e da Ferramenta e vai ensinar as pessoas a fazerem ferramentas". Por fim, o jogador que fazia o Solificati: "Eu jogo com um alquimista que usa Forças, ele vai ser o Deus do Fogo e da Guerra".

O sacerdote, que era a conexão entre nós e os aldeões, veio nos comunicar que um rapaz e uma moça de famílias rivais estavam querendo se casar. O Deus do Fogo e da Guerra: "Porque vocês nos importunam com seus problemas sem importância?!". O Deus das Estrelas e da Agricultura: "Irmão, é nossa obrigação zelar pelos nossos filhos..." O Deus da Rocha e da Ferramenta: "Sacerdote, nos tragam os jovens e as famílias."

Os jovens não queriam os casamentos arranjados que seus clãs aprovaram. Queriam ficar juntos, um com o outro, até o fim de suas vidas. As famílias argumentavam "casamento não diz respeito a desejo, diz respeito a fazer o que o clã diz que é certo!", "Eu nunca irei ver meu filho se casar com alguém dessa família, os antepassados deles roubaram ovelhas do meu antepassado!"

O Deus do Fogo e da Guerra: "Isso é uma perda de tempo, eu poderia incinerar vocês!". E incinera um tronco. O Deus da Rocha e da Ferramenta apenas observa, pensativo. O Deus das Estrelas e da Agricultura: "Por que vocês não querem que esses jovens fiquem juntos? É natural que o lobo e a loba queiram ficar juntos, procriem e tenham filhos. Que as plantas gerem flores e as flores gerem frutos. É assim que a vida persevera. "

O Deus da Rocha e da Ferramenta dá a idéia de que, se as famílias não querem ver os jovens como um casal, os jovem devem ir para outro vale, fundar uma nova tribo. O Deus das Estrelas e da Agricultura diz que eles poderão levar quaisquer membros da tribo que queiram acompanhá-los, e que os Três Deuses irão ajudar a nova tribo a plantar, fazer ferramentas e fogueiras da mesma forma que fazem com a tribo original. O Deus do Fogo e da Guerra também dá sua benção.

Tudo parecia muito bem... até a manhã seguinte.

 

Imagem: Stonehenge

 

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sábado, 5 de março de 2022

A cruzada dos amantes 5/7: a crônica

Como falei antes, o narrador nos tinha dito que a crônica girava em torno do tema "amores impossíveis" (e foi por isso que eu coloquei dois amores impossíveis no histórico do pobre do Urkayn: o amor entre os pais dele e o amor dele pelo viajante bissexual.

Urkayn (um Mestre Celestial da Ordem da Razão), um Hermético e um Solificati (ambos do Conselho das Nove Tradições), foram contratados através de terceiros pelo príncipe de Portugal Pedro I (não o nosso, um outro) para proteger sua amante Inês de Castro. Se vocês não sabem como essa história real terminou, leiam aqui e aqui.

Como em 1300 os Dedaleanos e os Magos ainda não eram inimigos mortais, mas antagonistas com diferentes projetos de mundo, foi de boas o convívio dos personagens.

Já que eu era o jogador mais experiente, o narrador pediu pra que o meu personagem explicasse algumas coisas aos outros, dentro da ação do jogo e o resultado foi divertido, tipo um mago Tradicionalista perguntando abertamente "qual é seu Daimon?" e o Dedaleano ficando vermelho porque admitir ter um é tabu.


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A cruzada dos amantes 3/7: O despertar do Urso

Um dos diplomatas que o recebeu, em nome da amizade que teve com seu pai, lhe ofereceu um trabalho como estivador numa oficina de construção de navios. Ali ele teria um ofício, comida e um teto. Urkayin ficou imensamente agradecido.

Numa noite, após carregar todas as caixas no porão de um navio, Urkayin desabou de sono ali mesmo. Quando acordou, o navio já havia zarpado. Ele subiu ao convés, em pânico, preparando para implorar perdão, imaginando que seria despedido ou jogado ao mar.

Mas o que viu foi surpreendente: o navio não estava navegando no mar, ele voava pelos céus, preso num balão! O firmamento era uma abóboda cravejada de luzeiros que formavam os desenhos das constelações, entre elas Ursa Major, que olhou para ele e conversou com ele!

Este navio era uma Nau do Céu dos Mestres Celestiais, uma das convenções da Ordem da Razão e a convenção a qual seu falecido pai pertencia. Urkayn havia acabado de despertar. O capitão desejava castigar e expulsar o clandestino, mas o amigo de seu pai o convenceu a aceitarem-no, pois almas Despertas são raras e sem acompanhamento ele poderia cair nas garras dos bruxos das Tradições.


Imagem: ilustração interna do livro Mago a Cruzada dos Feiticeiros


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A cruzada dos amantes 4/7: O rugido do Urso

Apesar de ter sido aceito entre os Mestres Celestiais e de ter a permissão para estudar na Academia de Cartografia, Urkayn era visto como inferior por ser meio Nivkh.

Dentro da Academia ele acabou fazendo amizade com serviçais, os únicos que o tratavam com igualdade. Se esforçou muito e ficou entre os melhores da turma. Aprendeu a atirar com a balestra e a tocar a Balalaika.


Constelação de Ursa Maior

Marcas primais: Por ser de grande estatura, barrigudo, barbudo e peludo, foi apelidado de Urso. É comilão e tende a dormir até tarde, principalmente no inverno. É pacífico até que lhe tirem a paciência, nesses momentos ele mostra uma fúria berserk. Lobos, Despertos que tem lobos como Avatar e pessoas cujo brasão contém um lobo instintivamente o odeiam. Animais herbívoros o temem.

 

Dados:
Natureza: Guardião. 
Comportamento:
Sobrevivente.
Esferas: Conexão 3 (foco: mapas), Espírito (lente) 2, Primórdio 2 (desenhar glifos).
Arete:
3
Avatar: a constelação de Ursa Major. Essência: Sussurro.
Defeito: marcas primais (urso).

 

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A cruzada dos amantes 2/7: A viagem do Urso

Urkayn embarcou numa caravana que iria atravessar a Ásia de leste a oeste. Durante o quase um ano de jornada, se envolveu com um dos viajantes: um rapaz que estava noivo de uma moça que o esperava em Novgorod.

Cego de paixão, Urkayn tinha esperança que ele desistisse do casamento, mas ao fim da jornada o noivo decide seguir o destino que foi escolhido pelos seus pais.

Doutor Jivago (1965) dir. David Lean

Sozinho e com o coração partido, Urkayin chega em Moscovo. Na embaixada, descobre que seu pai havia morrido num assalto durante a viagem de volta, esse é o motivo pelo qual ele nunca retornou. Mesmo de posse do medalhão que pertenceu ao cartógrafo, ele não podia provar que era filho legítimo. Também não tinha muita esperança de conseguir um ofício pois, para os Moscovitas, ele não passava de um mestiço, um bárbaro.


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A cruzada dos amantes 1/7: O nascimento do Urso

Esse personagem tem bastante o que falar, provavelmente eu vou dividir o post em partes. A crônica era de Mago A Cruzada dos Feiticeiros e se passava em Portugal, em meados de 1300. E temática era "amores impossíveis".

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Urkayin "o Urso" nasceu numa tribo Nivkh, um povo indígena originário do norte da ilha de Sakhalin, que hoje é parte da Rússia. Seu pai foi um diplomata e cartógrafo de Moscóvia, enviado a essa região. Sua mãe uma bruxa da tribo. O cartógrafo ficou isolado pela neve e teve que se abrigar na tribo. Ele e a bruxa acabaram se apaixonando e conceberam um filho. Quando a neve cedeu, ele precisou voltar à capital, mas deu à sua amada um medalhão e prometeu que retornaria em um ano. Mas nunca mais voltou.

Na infância Urkayin (que significa "noite"), foi tratado com distância pelo povo da tribo, pois ele era meio moscovita. A única coisa que lhe salvou dos maus tratos é que os aldeões tinham medo do poder de sua mãe (uma Feiticeira Estática). Ele aprendeu a caçar com arco e a tocar instrumentos de cordas.

Quando ele tinha 20 anos sua mãe faleceu. Como não tinha mais nenhum laço o prendendo à tribo que sempre o havia rejeitado, decidiu partir para Moscovo procurar seu pai.

Imagem: man in a buffalo robe
 

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EDIT: Uma versão do Urkayin, no Heroforge:
 

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A lenda da ilha de Delstridge - 2/2: segredos

Essa crônica foi mais curta, durou pouco mais de um ano. Mas ficou na memória justamente... porque nossos personagens foram derrotados! O "final bom" teria sido se nós tivéssemos conseguido coletar e guardar em segurança todos os objetos mágikos que eram responsáveis pela sustentação da ilha. Mas o "final ruim" foi... agridoce e pungente /risos/.

Por muitos anos a gente se reunia pra beber e comentava "lembra daquela vez que a gente estragou tudo?" Bem... mais alguns anos se passaram e o narrador me contou uma coisa. 

[suspense]. 

A verdade é que ele já tinha decidido que ia acabar assim. Ele queria que a gente tivesse a experiência de "perder" e só tava esperando uma oportunidade de um dos objetos ser quebrado. Quando ele viu a brecha, aconteceu, e a ilha afundou. Narrador safadinho, né? Adorei.


Mas essa finalização teve outra coisa digna de nota. Eu consegui fazer um jogador perder as estribeiras comigo /evil laugh/.

O seguinte: o personagem do Chœur Céleste tinha um segredo também. Ele tinha sido um templário assassino de pagãos. Quando ele se viu no topo de um morro, entre cadáveres dos inocentes que ele havia assassinado, ele vê seu Avatar, um anjo, e pede perdão. O anjo apaga suas memórias, e ele vai bater à porta de uma igreja e é aceito pelos Chœuristas. Esse segredo foi revelado durante a mesa. Os outros dois personagens, ambos Verbenae, humilhamos o personagem dele até não dar mais. Ele implorou pra ser morto, e nós dissemos: "tu não merece a benção da morte". Ele literalmente rolou no barro. E passou a devotar sua vida a tentar se redimir. E a gente NUNCA deixou ele se esquecer disso, humilhando ele em TODAS AS SESSÕES. Eventualmente ele casou com a Verbenae e o meu personagem foi o sacerdote. E o casal teve um bebê.

Bem... o meu personagem, Diarmuid, nunca deixou os outros saberem do seu segredo sombrio. Depois que a crônica acabou... eu contei pra eles toda a verdade.

E o jogador do Chœurista ficou muito. Puto. Da cara. Ele se levantou da cadeira e gritava: "Tu matou criancinha? Criancinha? Eu matei só gente adulta! Tu é muito pior do que eu! E depois eu é que era o assassino?!"

Eu me cagava de rir.


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A lenda da ilha de Delstridge - 1/2: Diarmuid

Esse personagem foi feito para uma crônica de Mago A Cruzada dos Feiticeiros, que se passa durante a Renascença

Diarmuid foi um Verbenae que atuou em Delstridge (ilha fictícia ao norte da Escócia) em meados do ano 900 e posteriormente em 1200, ambos da Era Comum.

Em 900, igrejas cristãs organizaram ataques a vilarejos onde as religiões antigas ainda eram cultuadas, chacinando dezenas de famílias de camponeses. Em represália, uma cabala de Verbenae, incluindo Diarmuid e sua mentora, executaram cristãos. Cegos pela ira, eles assassinaram não só os responsáveis (padres, soldados e aldeões), mas também crianças. Enquanto Diarmuid dançava sobre o sangue derramado, sua mentora invocava o Grande Dragão. Mas o que se materializou foi um verme pútrido, uma manifestação da Wyrm Corruptora. Nesse momento, ele percebeu que sua mentora era uma Nefandus e ele tinha participado por livre e espontânea vontade de atos imperdoáveis. Quando ele reportou aos anciãos e anciãs da Tradição, eles lhe deram uma única saída: caçar ele mesmo sua ex-mentora para purificar seus próprios pecados.


John Howe

Diarmuid segue a decaída até uma caverna labiríntica. Quando ele emerge, descobre que o ano é 1200. Sem contar seu segredo sombrio, ele forma uma cabala com outra Verbenae e um membro do Chœur Céleste. Enquanto o grupo pesquisa objetos mágikos que supostamente deveriam proteger a ilha, Diarmuid secretamente procura sua nêmesis. Ela acaba se tornando uma antagonista recorrente.

Eventualmente um dos objetos mágikos é acidentalmente quebrado pelos membros da Cabala e a ilha começa a submergir. Descobre-se então que a ilha de Delstridge havia sido criada magikamente eras atrás e os objetos em conjunto eram responsáveis pela estabilidade tectônica. Os três magos fogem numa balsa, mas antes eles vêem a Nefandus com uma expressão amarga ajudando a destruição acontecer.

Chegando numa praia na Escócia, os três companheiros derrotados e envergonhados se escondem na floresta e evitam encontrar outros Despertos até o fim de suas vidas. Raramente se aproximavam da praia pois, mesmo após décadas, o vento ainda lhes trazia os gritos do povo de Delstrige morrendo. E Diarmuid ainda ouvia a voz de sua ex-mentora sussurrando seu nome.

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Dados:
Natureza: Tradicionalista. Comportamento: Sábio.
Esferas: Forças 3 (foco: invocação gestual), Vida 2 (cajado), Primórdio 2 (invocação verbal).
Arete:
3
Avatar: Cernunnos Essência: Primordial.
Defeito: segredo sombrio

Dica de interpretação: extremamente calado, esconde informações dos outros.

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EDIT: Uma versão do Diarmuid, no Heroforge:

 

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quinta-feira, 3 de março de 2022

Três personas - 2/4: Zardoz

 

Zardoz é um Cultista do Êxtase que foi visto no Rio Grande do Sul em meados de 2005. 

Também alcunhado como "Oráculo do Tempo". Não é um Oráculo propriamente dito, mas um Arquimago. Acredita-se que o apelido tenha sido dado por Magos aprendizes da geração imediatamente posterior à derrota da Guerra da Ascensão em 2000. 

Muito elusivo, poucas pessoas tiveram a oportunidade de avistá-lo. Aparentemente sua origem é o Oriente Médio é possível que tenha nascido no século XIX. Sabe-se que, por num período curto, trabalhou como escriba numa Cabala brasileira cujo objetivo era popularizar Grimórios. 

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Dados prováveis:
Natureza: Arquiteto. Comportamento: Visionário.
Esferas: Tempo 8 (foco: queima de ervas psicoativas), Correspondência 5 (círculo de invocação), Primórdio 4 (meditação).
Arete: 8
Avatar: um grupo de anciões, sentados em um círculo.
Essência: Dinâmica.
Eco: ao seu redor se sente aroma de incenso e areia quente e se ouve o som do vento e de um guizo.

Dica de interpretação: educado e misterioso 

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Imagem: ilustração interna do Livro de Tradição do Culto do Êxtase Revisado.

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EDIT: Recentemente fiz uma versão do Zardoz no Heroforge:
 

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